Como conseguir um domínio .com.br que já tem dono
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O nome que você quer está registrado. Não é o fim: dá para negociar com quem tem, esperar o nome vencer e voltar ao mercado, ou, se ele usa a sua marca, contestar. Para saber em que pé ele está agora, consulte na ficha Quando volta.
Dá para conseguir um domínio .com.br que já tem dono?
Dá, por três caminhos: comprar do dono, que pede ao Registro.br a transferência de titularidade para você; esperar o nome vencer sem renovação e pedir na rodada de liberação; ou, se o domínio reproduz a sua marca, contestar no SACI-Adm.
O Registro.br não vende domínio de ninguém nem intermedeia negócio entre pessoas. Tudo que envolve dinheiro acontece entre você e o titular; o Registro.br só registra a troca do CPF ou CNPJ depois.
Como descobrir quem é o dono de um domínio .com.br?
Pela consulta pública do Registro.br, que mostra o nome do titular e o nome e o e-mail do contato do titular; o e-mail é o canal mais direto para propor a compra.
A consulta, com a ficha para fazer daqui e o que cada resposta quer dizer, está em quem é o dono de um domínio .com.br.
Como comprar um domínio .com.br de outra pessoa?
Combina-se o preço com o titular, e ele pede ao Registro.br a transferência de titularidade para o seu CPF ou CNPJ, com um documento assinado digitalmente; a análise leva até 2 dias úteis.
Quem pede é o titular atual. Não é online e não tem API: é um procedimento administrativo, com gente conferindo. O passo a passo, com o que cada lado assina e manda, está em como transferir um domínio para outra pessoa.
Não existe pagamento garantido oficial. Um jeito de não pagar no escuro é combinar que o pagamento, ou a maior parte dele, sai quando o seu nome aparecer como titular na consulta pública, que é a prova de que a troca foi feita.
Como transferir um domínio .com.br para outra pessoa?
Transferir um domínio .com.br para outra pessoa é trocar o CPF ou CNPJ titular no Registro.br: o titular atual gera o pedido no formulário de transferência de titularidade, assina pelo gov.br ou com certificado ICP-Brasil e manda por e-mail com os documentos dos dois lados; a análise leva 2 dias úteis.
Na ajuda do Registro.br, é "a única mudança que não pode ser feita online". Vale também para domínio administrado por uma revenda: a transferência de titularidade continua sendo feita "pelo Registro.br".
- O titular atual gera o pedido no formulário de transferência de titularidade: o domínio (vários de uma vez, separados por espaço ou vírgula), o nome e o documento de identidade do representante legal do titular, o CPF ou CNPJ do novo titular (se for CPF, com a data de nascimento) e um e-mail ou código de usuário para contato. O novo titular não precisa ter cadastro: se o documento não tem, o formulário pede os dados dele "para que o titular seja criado assim que o procedimento for efetivado".
- Assina o documento gerado. Pessoa física assina no gov.br, com conta nível Prata ou Ouro. Empresa assina por quem a representa: o sócio-administrador ou quem o contrato social indicar; MEI e EI podem usar também o e-CNPJ. Fora do gov.br, só assinatura qualificada ICP-Brasil. O Registro.br recomenda passar o arquivo no validador antes: sem a certificação, o pedido não segue.
- Junta os documentos dos dois lados. Do titular atual pessoa física, um documento oficial com o CPF (a CNH Digital serve); de empresa, o comprovante de situação cadastral, o quadro societário e o contrato social (ou estatuto e ata); de MEI, o certificado de microempreendedor. Do novo titular, documento de identidade com o CPF ou o comprovante de inscrição do CNPJ. PDF, JPG ou PNG, até 25 MB cada.
-
Manda tudo por e-mail para o endereço que vem no
cabeçalho do documento. O prazo de análise é de 2 dias úteis, contados
do recebimento; dúvidas vão para
doc@registro.br. - Confere a troca na consulta do titular: o nome do novo dono aparece no lugar do antigo.
Em .com.br, que é categoria genérica, a troca vale de CPF
para CNPJ e de CNPJ para CPF; categorias só de pessoa física ou de
profissional liberal, como .nom.br e .adv.br,
não mudam de lado.
Trocar o dono é outra coisa que trocar quem administra o domínio ou para onde ele aponta. Lado a lado:
| Troca de titularidade | Troca de provedor ou de DNS | |
|---|---|---|
| Quem faz | o titular atual pede e assina; do novo titular vai um documento | provedor: o contato do titular. DNS: os contatos administrativo, técnico ou do titular; com provedor, só ele |
| Onde | formulário no site do Registro.br, enviado por e-mail | no painel do Registro.br, ou pelo provedor, se houver |
| Custo | não publicado | DNS: "Nada", diz a ajuda sobre alterar os dados de um domínio. Provedor: o preço que ele cobrar |
| Prazo | 2 dias úteis de análise, depois de recebida a documentação | DNS: publicação a cada 5 minutos, com 24 horas de transição. Provedor: 3 dias entre trocas, ou 60 dias depois do pagamento, se o atual pagou registro ou manutenção; voltar ao Registro.br é imediato |
Fontes: ajuda do Registro.br, páginas "Procedimentos administrativos", "Transferência de titularidade", "Gerenciamento de conta" (1.5, 4.7, 5.3, 5.5, 6.1, 6.4, 6.10, 6.11 e 6.14) e "Pagamento de domínio" (1.1), lidas em 02/10/2026.
O que o Registro.br não publica sobre a troca de titular: se ela tem custo (a ajuda diz que alterar os dados de um domínio não custa nada, mas não fala do titular), se o novo titular precisa aceitar alguma coisa, se há carência para transferir um domínio recém-registrado ou com pagamento pendente, e se o site e o e-mail ficam no ar durante a troca. Quem afirma qualquer uma dessas coisas fala da própria experiência, não de regra escrita.
O que fazer se o dono do domínio .com.br não quiser vender?
Esperar o vencimento: se o domínio não for renovado, o nome volta ao mercado numa rodada de liberação, pelo histórico das listas cerca de cinco meses depois de vencer, e qualquer pessoa se candidata de graça.
A ficha Quando volta mostra quando o domínio vence, a rodada provável e a seguinte, e põe a data na sua agenda. Veja o ciclo de vida completo, do vencimento até a lista. Na rodada, se só você pedir, o nome é seu pela anuidade. Se mais gente pedir, ninguém leva e o nome volta no mês seguinte; depois de três rodadas travado, ele fica elegível ao leilão. Nome bom costuma ter concorrência: veja quais são disputados.
Alguém registrou um domínio .com.br com a minha marca. O que fazer?
O caminho é o SACI-Adm, o sistema de solução de conflitos de domínios .br, que julga quem contesta a legitimidade de um registro feito depois de outubro de 2010.
O SACI-Adm resolve o litígio entre o titular e um terceiro que conteste o registro, como o dono de uma marca. Quem registrou um nome igual a marca alheia para revender ao dono pratica cybersquatting, e a intenção de revenda pesa contra ele (veja o glossário). Antes de oferecer dinheiro a quem usa a sua marca, vale uma conversa com um advogado.
Que domínio usar enquanto o .com.br que eu quero tem dono?
A mesma palavra em outra extensão, como .app.br ou .net.br, uma variação do nome, ou um nome parecido que acabou de voltar ao mercado na rodada do mês.
Na lista da rodada e nas páginas por
ramo estão os nomes que o Registro.br devolveu ao mercado este mês. Para
uma ideia sua, digite na ficha: ela diz na
hora se está livre. Extensões como .adv.br e
.med.br são destinadas a advogados e médicos e só aceitam
CPF; o Registro.br não pede comprovação da profissão para registrar. Se a
mesma palavra está livre em .com, compare antes em
.com ou .com.br. Achou
um nome livre? Veja
onde registrar.